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Superando o “medo” da tecnologia
Geração que não cresceu junto ao micro
descobre suas facilidades e até se “vicia”
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Fátima superou fase do bate-papo e
hoje só faz pesquisas
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Viviane Ferrão
viviane@folhape.com.br
Frente
às novas tecnologias, existem dois grupos que se destacam de
modo especial. De um lado, estão aquelas pessoas que usam e
abusam excessivamente dos recursos. No outro extremo, estão
aqueles que apresentam grande dificuldade na utilização dos
aparatos por vários motivos: medo, escassez de recursos
financeiros, falta de conhecimentos ou a inadequação do
equipamento. Se há os "viciados", existem também as pessoas
que apresentam uma espécie de "fobia" à
informática. Isso
acontece, principalmente, nas pessoas que não nasceram nem
cresceram na "Era Digital". Ter consciência dos benefícios da
tecnologia no cumprimento das atividades já não é mais
novidade, por isso mesmo, a importância de superar os desafios
e encarar as deficiências e o atraso, geralmente por pessoas
acima dos cinqüenta anos. O número de pessoas mais maduras na
busca de se informatizar é mostrado pelos dados do Ibope
eRatings, que calcula que 1,5% dos 6,3 milhões de internautas
domésticos brasileiros têm mais de 65
anos. Muitas
pessoas sofrem com isso, por se acharem incapazes de aprender
e, assim, criando bloqueios.No entanto, quando os novos
usuários pegam gosto pela "novidade", aqueles, que antes
faziam parte do grupo dos tecnofóbicos, migram para a ala dos
"viciados". É o caso de Resomar, que prefere não identificar
sua identidade real, mas a do mudo virtual, o nick. Ela tem um
vasto currículo na Net, de fazer inveja a muitos adolescentes.
São 15 blogs, nem todos ativados, com textos próprios, poemas
em versos livres, resumos de livros e ainda está concluindo o
12° e-book de contos e poemas publicados pela a Academia
Virtual Brasileira de Letras
(AVBL). "Sou
viciada, confesso. O computador é uma droga séria. Deixei de
caminhar para ficar na frente dele", afirma Resomar, que
também iniciou sua vida de internauta a partir de um cursinho
de informática básica e pela a ajuda de
familiares. O
impulso para começar a desmistificar o micro começa com as
necessidades de se manter atualizado para desempenhar as
funções do trabalho ou mesmo de uma nova área de interesse.
Fátima Medeiros, dona de casa e estudante de Pedagogia,
começou com dificuldades para mexer no mouse, foi se
familiarizando com a setinha através dos jogos, evoluiu para
as salas de bate-papo e hoje utiliza a Net como ferramenta de
pesquisa para assuntos ligados à universidade. "Entro todos os
dias, pesquiso no Google, mas não passo mais do que uma hora,
pois tenho muitos compromissos. Hoje, não desperdiço mais meu
tempo com bate-papo. Acho ridículo",
afirma. No
começo, há cinco anos, o PC era um mero substituto da máquina
de escrever. Hoje, Elisabet Moreira declara: "Não consigo
viver sem ele". Além de digitar textos e fazer pesquisas, o
micro age como grande facilitador, pois ela mora em Petrolina
e costuma fazer compras online. Todos os dias passa, em média,
quatro horas conectada, manda e-mail para amigos e família e,
atualmente, um dos vícios são as fotos digitais. Com o
objetivo de se especializar, pela primeira vez, está fazendo
um curso de Photoshop.
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