| Letra
virtual |
| Maria Inês
Simões criou a AVBL (Academia Virtual Brasileira de
Letras) e o Virtualismo, tendência que pretende
substituir o Modernismo |
| Billy
Mao |
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| | Daqui há 100 anos, a escritora bauruense
Maria Inês Simões pode ter seu nome escrito na história
da literatura nacional, como aconteceu com José de
Alencar, Machado de Assis, Érico Veríssimo e tantos
outros escritores que contribuíram para a formação do
acervo literário brasileiro.
Isso pode acontecer
devido a dois fatos históricos: Maria Inês é a criadora
oficial da AVBL (Academia Virtual Brasileira de Letras),
em 2001, e do Virtualismo, estilo literário que, segundo
ela, irá substituir o Modernismo, tendência vanguardista
desencadeada pela Semana de Arte Moderna, em 1922, que
prega o rompimento dos padrões rígidos na arte.
“Caminhamos para o Virtualismo porque os escritores
utilizam a tecnologia como ferramenta de expressão e
composição”, defende.
Nesse contexto, a internet
é peça fundamental na comunicação entre as pessoas, que
não priorizam mais a caneta e o papel. “A literatura
virtual interliga sentidos visuais e auditivos. As
imagens e as músicas são partes integrantes das palavras
e dos sentimentos”, explica a escritora. Na teoria dela,
toda literatura digitada, digitalizada e visualizada no
computador passa a ser virtual
automaticamente.
Atualmente, a AVBL mantém 480
acadêmicos de todos os estados brasileiros. Há,
inclusive, muitos jovens que utilizam a grande rede de
computadores para divulgar suas idéias. Para se tornar
um membro da academia virtual, é necessário ter algum
trabalho publicado na internet. Maria Inês se encarrega
de analisar as obras. Depois disso, ela emite o diploma
da AVBL e encaminha ao membro.
União O
Virtualismo, segundo sua fundadora, tem o poder de unir
todas as épocas literárias. Isso acontece porque todos
os estilos são formatados e transformados em literatura
virtual.
Outra característica é a
exteriorização, até então rotulada como a forma menos
valorizada na literatura. “Agora, os escritores não
estão mais preocupados se o texto é um soneto, por
exemplo.” Ela frisa que desenvolveu a idéia do
Virtualismo, mas cabe aos críticos sua
classificação.
AVBL lança livro, mas no
papel Os membros da ABVL não se restringem ao
mundo virtual. Muito pelo contrário: eles acabaram de
lançar, no papel, a “Antologia Literária do
Virtualismo”, livro que reúne poesia, contos e crônicas
de 62 poetas de 16 estados brasileiros. Entre esses
escritores, estão dois brasileiros que vivem no
exterior: um em Portugal e outro no Canadá. “O mundo
virtual é interessante porque dá a possibilidade de
intercâmbio com outros países”, diz Maria Inês. Já para
o escritor Gustavo Dourado, de Brasília, autor
convidado, trata-se de um projeto criativo e pioneiro de
uma nova arte, que inaugura um momento mágico. Em 2004,
foi lançado o livro “1ª Antologia Poética — Edição
Histórica”.
Biblioteca virtual Além de
coordenar a própria AVBL e a elaboração dos livros, a
escritora mantém o site www.ebooknet.com.br, editora
virtual com acesso para download gratuito. Ela explica
que o autor paga R$ 150 para publicar o livro na rede e
ganha uma biblioteca virtual própria, na qual são
hospedadas as obras. Como os livros são baixados
gratuitamente, os escritores não recebem direito
autoral. (JV)
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